Educação híbrida: resultados de Blended

A combinação de métodos de ensino proposta pela chamada “educação híbrida” vem se destacando por apresentar vantagens tanto para os estudantes quanto para os professores. Sem enxergar a tecnologia como substituta da sala de aula tradicional, sua proposta é promover uma “aliança” entre o digital e o presencial, fazendo da tecnologia uma ferramenta que auxilia e é auxiliada pelo educador.
 
 
Diante da dificuldade de adaptação dos currículos escolares à realidade individual dos alunos, o chamado blended learning ganha destaque. O resultado de uma utilização bem orientada de recursos digitais em sala possibilita um aprendizado cada vez mais personalizado, dinâmico e amplo para os estudantes.
 
Por isso, selecionamos algumas dicas e boas práticas de escolas que já adotaram este modelo híbrido de ensino fora do Brasil. Para você entender mais sobre o blended learning e se inspirar para o planejamento das aulas. Boa leitura!
 
1. O blended learning pressupõe a criação de um sistema integrado, que consiga reunir todas as atividades – mesmo que originárias de diferentes sites – e que facilite a circulação dos dados sobre o desempenho dos alunos entre seus computadores e os da escola.
 
2. Para que o ensino seja personalizado como se propõe, o conteúdo das atividades online deve ser dinâmico e inteligente, engajando o aluno constantemente. Além disso, é necessária a análise dos dados referentes à realização das atividades para que haja uma adaptação às necessidades particulares de cada um ao longo das tarefas.
 
3. A automatização de atividades “braçais” realizadas tradicionalmente pelo professor pode fazer com que os educadores ganhem tempo. Ao invés de fazer a chamada, o professor pode concentra-se em tirar as dúvidas dos estudantes, enquanto um sistema de computador registra as presenças.
 
4. Aplicativos que atraem o jovem devem ser explorados de maneira a incentivá-lo a uma busca por conhecimento por conta própria. Redes sociais, jogos, e redes de música são exemplos de recursos quem podem ser usados pelo professor.
 
Experiências de escolas e faculdades que aplicam o ensino híbrido
 
• High Tech High School, em San Diego, Califórnia
 
Dividindo a sala de aula em dois grupos, a High Tech High School procura ajudar alunos com dificuldades em Matemática de duas maneiras diferentes. Enquanto uma metade é auxiliada da maneira tradicional, com um professor, a outra usa o programa ALEKS, plataforma virtual de ensino adaptativo nas áreas de Matemática, Química, Estatística Básica e Negócios. Apesar de parecer uma iniciativa simples, o programa fez com que 93% dos alunos participantes passassem direto no California High School Exit Exam em 2010. Sem o recurso, o índice de aprovação médio era de 80%.
 
• eCADEMY das escolas públicas de Albuquerque, Novo México
 
Os alunos da eCADEMY têm sua primeira aula em uma sala, mediados por um professor. Eles são orientados a prosseguir o trabalho via internet, e devem completar tarefas a distância desde que mantenham notas acima de C. Há professores disponíveis para ajudar e tirar as dúvidas dos alunos. 70% dos jovens participantes dessa experiência de ensino híbrido permaneceram na escola, enquanto a média de permanência nas escolas da região é de 50%.
 
• AdvancePath Academics, em Williamsburg, Virgínia
 
Este programa é especializado na recuperação e formação de alunos com dificuldades, prestes a deixar a escola. Utilizando ferramentas específicas e estrategicamente pensadas para atrair o aluno, o AdvancePath apostou no ensino híbrido como principal atrativo para o desenvolvimento dos estudantes. Utilizando a tecnologia, eles procuram ligar o currículo escolar com atividades que fazem parte do dia-a-dia dos jovens, mas, ao mesmo tempo, mantém aspectos da escola tradicional, tendo como objetivo a preparação deles para a faculdade ou para um curso técnico. No ano letivo de 2010/2011, 50% dos alunos que participaram do AdvancePath Academics seguiram para algum curso de ensino superior.
 
Fonte: 
www.institutoclaro.org.br