Aprendizagem Aberta

Se a internet nos deu um mundo aberto, porque a educação tem que ser fechada?
Aprendizagem Aberta
 
O site Aprendizagem Aberta está em sintonia com o projeto de Aprendizagem Aberta da UNESCO lançado em  2009 denominado “Estratégia UNESCO de Suite Aberto”, que envolve Acesso Aberto (AO), Software Livre e Aberto (FOSS) e Recursos Educacionais Abertos OER, ou REA (em português) que visa aumentar o potencial dos conhecimentos dos indivíduos com transformação do acesso ao conhecimento e às ferramentas que facilitam o uso de informação e saber.
 
Esse paradigma é utilizado em vários contextos e se popularizou  com o advento das novas tecnologias aplicadas a educação pois permitem a fácil criação, duplicação e transmissão de informação e conhecimento, com qualidade e alta velocidade com custo quase zero ou muito baixo,. Isso significa, portanto, a possibilidade de sair da “sociedade de escassez” (na qual apenas as pessoas com privilégios variados tinham acesso aos mais valorizados benefícios) e entrar na “sociedade de abundância” (onde todos os cidadãos têm o máximo de acesso aos mesmos benefícios).
 
Desde 1970 quando houve uma grande difusão desse termo nas academias britânica e americana o conceito  foi marcado por novas práticas de ensino-aprendizagem. A educação aberta nasce de experiências práticas, em vez de fundamentos filosóficos ou científicos. Nesse sentido, aprendizagem aberta não é um sistema ou uma teoria educacional, mas sim um conjunto de ideias e métodos
 
A Aprendizagem Aberta parte de práticas pedagógicas centradas nos estudantes, inclusive na utilização de material criados por alunos, acesso a repositórios de conteúdos abertos e utilização de softwares educacionais de código livre que facilitem a aplicação do conceito.
 
Alguns dos pilares da Aprendizagem Aberta:
 
Estudantes
  • a humanidade, o respeito, a abertura e o afeto com  relações humanas priorizadas, promovendo  troca de experiências entre alunos e professores;
  • reconhecimento que o estudante é ativo na sua própria aprendizagem e com isso  estimular a manipulação de um conjunto de materiais educacionais diversos que estimulem sua exploração e aprendizagem;
  • utilização da autoinstrução, na livre escolha dos conteúdos que deseja se aprofundar;
  • instrução individualizada baseada nas habilidades e necessidades de cada aluno com materiais de estudo individuais e grupos pequenos em vez de grandes;
  • possibilidade de se estudar por módulos ou tópicos que permita aprender de forma compatível com o ritmo necessário para seu estilo de vida;
  • liberdade de decidir onde reforçar seus estudos, podendo ser de sua casa, do seu lazer ou até mesmo da própria instituição de ensino escolhendo os materiais e métodos de sua aprendizagem.
 
Material didático
  • importância da diversidade de materiais educacionais, que permitiriam o contato do estudante com formas variadas de pensar e argumentar sobre um determinado assunto;
  • incentivo ao uso de materiais educacionais produzidos pelos próprios alunos;
  • acessibilidade de conteúdos educacionais de qualidade mesmo que se tenha alguma desvantagem social;
  • provisão de recursos educacionais abertos, utilizados tanto na educação formal quanto na informal;
  • diversidade e pouca replicabilidade de materiais educacionais – evitando  a utilização repetitiva dos mesmos livros didáticos e outros materiais instrucionais.
 
Diagnósticos e instrução
  • diagnóstico da aprendizagem continuo do conhecimento do aluno que permite apoiar o estudante durante todo o processo de aprendizagem, e não somente após a avaliação formal;
  • instrução, acompanhamento e a extensão da aprendizagem: antes de prosseguir com atividades extras e com um acompanhamento individual quando necessário;
  • avaliação de informação dos estudos mantendo informações individuais sobre os alunos;
  • avaliação diagnóstica  guiando a instrução com pouco uso de provas convencionais, mas o uso de amostras de aprendizagem, observação e histórico dos estudantes.
 
Confira aqui artigo sobre aprendizagem aberta